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domingo, 30 de janeiro de 2011

Fases

Tudo começa maravilhosamente bem. Você está sempre bem humorada e disponível. Faz tudo com muita praticidade tentando ter aquela observação científica dotada da falta de envolvimento... É, mas o ser humano é bobo. As palavras começam a ser ambíguas e afetam mais do que você imagina. Essa seria a fase dos contos de fada onde tudo é o que você sempre quis. Ela dura até a fase do ciúme. A evolução traz o medo de perder o que tem e torna o bobo em sarcástico. Agora tudo tem uma resposta fria e sem respeito. Você se torna instável e sozinho consegue destruir o que juntos construiram... a pessoa simplesmente se vai... É nesse momento que o sarcasmo vira arrependimento. O orgulho já se foi com os pedidos de desculpa. Você tenta, tenta, porém a pessoa continua andando. Abaixa a cabeça e chora. Sente a solidão. Contudo, percebe que uma mão lhe enxuga a lágrima e dá-se conta que o amor não foi embora. Ele apenas tinha ido buscar uma flor para te alegrar.


Idalla Brum
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Suba

Pule a cerca, arranhe-se no arame.
Pise na lama e tente não cair.
Corte-se no capim, sinta os animais.
Tropece nos blocos de terra e faça esforço para subir.
Sofra... mas chegue no topo, pois é de lá que o nascer do Sol melhor ilumina as flores.



Idalla Brum
terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vento

Vento que limpa os olhos antes tristes e balança cabelos já compridos.
Que toca a pele cicatrizada e enche o peito farto.
Circunda os pés que caminham pelo mato e sentem a vitalidade de uma terra tão sua...
E é ali, tão sozinha e tão completa, que sente-se abraçada pelo mesmo vento que pouco carrega mas muito traz.


Idalla Brum
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mãos

Olho nos olhos e percebo o medo, a pouca idade já não representa tudo aquilo que já passou e tem passado. Mas luta bravamente porque sabe que por mais escuro que fique, ainda vai sentir minha mão na dele. Ainda vou te amar enquanto nossos corações sangrarem.


Idalla Brum

Mau

O mau da humanidade é a falsa ignorância.
Finge-se a surpresa para que a verdade seja menos dolorosa.
Pena, porque sinto em dizer que doente não é aquele que tem problemas, mas o que cisma em os desperceber.


Idalla Brum
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dores

Há dores que pouco duram, outras que nunca foram. Mas nenhuma doerá mais do que aquela que você gerou sem saber.


There are some pains that lasted, others that never were. But none will hurt more than that you gave me without knowing.



Idalla Brum
sábado, 1 de janeiro de 2011

Inevitável

Por que eu sempre quero saber o inevitável? Sentir a dor da resposta? Fazemos perguntas mesmo sabendo que o depois é o fim. Mas não queremos o fim? Sim, senão a vida não teria graça. Viver para o nada é como ser o que não se quer, não há a necessidade... As pessoas vão continuar a mudar, você vai mudar. Ninguém será sempre a parte que te conquistou, mas a parte que também te afasta. Pergunto-me por que quero tanto que nada se transforme... Talvez seja insegurança ou o medo de me perder. Queria tanto ser capaz de acompanhar, porém alguns sentimentos cismam em me seguir. Quando acho que essa esperança surge, percebo que ainda falta a confiança para reconhecê-la. Queria que pedido de ajuda saísse.



Idalla Brum

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Idalla Brum
good moments of life comes from sarcasm. (: Estudante de Direito e menina do interior!
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